Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Mayday 2007

Junho 24,2007


Vídeo de Catarina Leal

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Greve geral e Mayday 2008

Maio 8,2007

precario0.jpgConvidam-se tod@s @s que participaram nas iniciativas Mayday 2007 a estarem presentes no encontro marcado para o dia 12 de Maio (próximo sábado) às 16 horas na Crew Hassan, (R. Portas Sto Antão, Lisboa).

Vamos discutir formas de luta mais ou menos precárias para ajudar a greve geral de dia 30, com as pessoas e os colectivos que fizeram a festa nas ruas no passado 1 de Maio. Aparece!

Gestores PSI-20 imunes à moderação salarial

Maio 8,2007

Estudo da CMVM

Salários dos administradores duplicaram entre 2000 e 2005 para 3,5 milhões de euros

por Anabela Campos, Jornal PÚBLICO, 07.05.2007
 
Cada comissão executiva das empresas cotadas na Bolsa de Lisboa ganhou, em média, 3,5 milhões de euros em 2005, mais do dobro do que auferia em média no ano 2000.
Olhando apenas para as empresas do PSI20, índice que agrupa as 20 maiores sociedades cotadas no mercado português, o aumento é superior: 3,2 vezes. 
 (more…)

Mayday no telejornal RTP-2

Maio 2,2007

Vídeo Mayday 2007

Maio 2,2007

Fotos e notícias Mayday

Maio 2,2007

Foto de André Beja - Mayday Lisboa 2007

O primeiro Mayday lisboeta foi um sucesso! Há fotos aqui e aqui. Notícias do dia 1 aqui, e aqui, e já depois da manif aqui e aqui.

Festa na Corda Bamba

Abril 26,2007

Cartaz da festa
Segunda 30 Abril
FESTA MAYDAY CONTRA A PRECARIEDADE
o primeiro de maio começa às zero horas.
A partir das 22H, na Karnart
Rua da escola de veterinária, junto ao Liceu Camões (Metro Picoas)
DJs, VJs, Personal Trainers para a Manif, etc
Entrada – 3 euros

Apenas e só, mais uma roda da engrenagem

Abril 24,2007

    

 Durante muito tempo dei voltas e mais voltas à massa cinzenta, à procura de uma explicação… uma explicação lógica, entenda-se… porque isto de sermos pura e simplesmente todos uns incompetentes não é verdade. E não é verdade, sobretudo, em relação a todos e não em relação a tudo. Então qual o interesse de manter e deixar sedimentar cada vez mais o status quo?

        Porquê não dar uma boa formação que para além de completa, de “excelência”, garantisse a entrada no mercado de trabalho? Não só a entrada mas também a continuação, um percurso sem interrupções, um percurso que não fosse uma montanha russa.

       Porque é que quando acabamos o ensino básico não temos habilitações para o que quer que seja? Como é possível que os professores digam com toda a naturalidade “só o 9º ano não te serve para nada!”? Se o ensino é obrigatório então pressupõe, obviamente, que a continuação deveria ser voluntária. Será voluntário continuar a estudar, não por vontade, não por gosto, mas porque as alternativas são todas muito precárias?

       E seguimos para o secundário. Mas quando terminamos o secundário continuamos sem habilitações para um mercado de trabalho que vá para além dos call centers, do balcão de uma loja de um qualquer centro comercial, de uma qualquer “baixa”, para além de mais uns recibos verdes, ou seja, para além de mais um qualquer trabalho precário… Mas quantos de nós não tinham continuado a estudar para fugir a isso tudo? O que é que nos ensinaram nesses três anos? Ensinaram-nos? Ou mais uma vez foram-nos pondo aos molhos dentro de salas para que lá fora fossem menos a “criar confusões”?

       E seguimos para o ensino superior. Mas já não vamos confiantes. E passamos o curso com dor de barriga ou não pensamos nisso e vamos levando com as cadeiras que apenas são mobília da casa. E vamo-nos perguntando vezes sem conta “para que serve isto?”, “porque é que dão isto assim??”. E passamos às cadeiras e vamos esquecendo. Para não ficarmos mais agoniados, para não ficarmos mais deprimidos. E chegamos ao fim. E porque é que uma percentagem cada vez maior de nós, que decidimos entrar num curso superior, para ter uma melhor formação e melhores perspectivas de emprego, chega à conclusão que apenas adiou por 4 ou 5 anos a entrada para o qualquer call center e afins e a entrada para as consultas de psiquiatria por causa de uma depressão? Não era suposto que o ensino fosse “superior”? Superior a quê? Ensino? Ensinaram para quê? Ensinaram?

       Porque é que vamos ter que continuar a depender dos nossos pais? E os que não têm pais? E quando os pais se reformarem? E quando os pais morrerem?

       Porque é que o orçamento para a educação é definido como um custo, e como um custo que é, na conjuntura actual, deve ser cortado… porque temos que cortar nos custos… Porque manda o Sr. Défice. Mas porquê? Mas porque é que o Sr Défice manda que o percurso escolar dos portugueses seja uma tragédia grega que acaba no centro de emprego? É com esta enorme massa de desempregados e empregados temporários, precários, deprimidos e frustrados, que o país evolui?

       Não. Mas interessa que assim seja, porque se assim não fosse não haveria desempregados, ou pelo menos não tantos. Não haveria quem concorresse a empregos com “habilitações excessivas”. Não existiriam pessoas com o secundário, com uma licenciatura, com um mestrado, que aceitassem (muito menos procurassem) um emprego diferente daquele para o qual estudaram, um emprego que não oferece qualquer tipo de estabilidade, qualquer garantia do que vai acontecer amanhã, qualquer perspectiva de carreira. Porque não seríamos mão-de-obra descartável, a ganhar quase nada, a fazer render muito a muito poucos.

       E porque esses muito poucos, por enquanto, controlam muito mais quem controla o Sr Défice, o ensino, na verdadeira acepção da palavra não existe, ou existe muito pouco e para muito poucos, a educação é um custo e a escola é uma fábrica de empregados precários em série.

       A precariedade do trabalho tem muitas raízes. O sistema de ensino de hoje, como precário que é, é uma delas. A “empregabilidade” é apenas mais uma frase publicitária para vender cursos ou para nos convencer que Bolonha (a Escola-empresa, a venda do ensino, o comando do mercado nas escolhas da investigação, etc.) é a solução. Uma formação completa seria muito mais do que isso: a estimulação da nossa capacidade crítica, o despertar constante para a realidade que se vai construindo à nossa volta, o encorajamento para combater o conformismo, o não aceitar das coisas como elas são, só porque sim, o não ser, apenas e só, mais uma roda da engrenagem. 

Diana Curado

M.A.T.A. Movimento Anti “Tradição Académica” 

MayDay Caldas – Tod@s Convidad@s

Abril 24,2007

 cartaz-correio21.jpg

Marktédio

Abril 10,2007

Boa tarde, estou a ligar para o [número de telefone aleatório]? Estou a ligar para uma casa particular? Como está? O meu nome é [nome do entrevistador/a, igualmente aleatório/a] e estou a ligar da marktédio, uma empresa de sondagens e estudos de mercado. Estou neste momento a realizar um estudo sobre bancos. Ficaria muito grato se o senhor me pudesse dispensar alguns minutos. Outra pessoa aí em casa, poderia estar interessada? Obrigada, muito boa tarde. F10. Recusa.

 

Boa tarde, estou a ligar para o [número de telefone aleatório]? Estou a ligar para uma casa particular? Como está? O meu nome é [nome do entrevistador/a, igualmente aleatório] e estou a ligar da marktédio, uma empresa de sondagens e estudos de mercado. Estou neste momento a realizar um estudo sobre bancos. Ficaria muito grato se algum senhor aí em casa dos 15 aos 65 me pudesse dispensar alguns minutos. Existe algum homem na sua casa, minha senhora. Aí, ele morreu. Lamento muito, minha senhora. Não chore, minha senhora. O que interessa é as boas lembranças que ele lhe deixou. Olhe, infelizmente vou ter que desligar. Boa tarde. Não chore minha senhora. Com licença. F10. Fora de cotas.

 

Boa tarde, estou a ligar para o [número de telefone aleatório]? Estou a ligar para uma casa particular? Como está? O meu nome é [nome do entrevistador/a, igualmente aleatório] e estou a ligar da marktédio, uma empresa de sondagens e estudos de mercado. Estou neste momento a realizar um estudo sobre bancos. Ficaria muito grato, se o senhor me pudesse dispensar alguns minutos. Eu não lhe vou oferecer nada. É apenas para saber a sua opinião. F10. Desligou o telefone [Cabrão de merda].

 

Boa tarde, estou a ligar para o [número de telefone aleatório]? Estou a ligar para uma casa particular? Como está? O meu nome é [nome do entrevistador/a, igualmente aleatório] e estou a ligar da marktédio, uma empresa de sondagens e estudos de mercado. Estou neste momento a realizar um estudo sobre bancos. Ficaria muito grato se algum senhor aí em casa dos 15 aos 65 me pudesse dispensar alguns minutos. Existe algum homem na sua casa, minha senhora. Está para fora a trabalhar, é isso? E a senhora está entre os 25 e os 34 anos? Gostaria de colaborar? Mesmo estando desempregada poderá participar. Este inquérito é para todas as pessoas. A senhora tem alguma relação com os bancos? Está a pagar um crédito à habitação e tem uma carteira de acções no BPI [história verídica]. Ok. Vamos a isso. 
Emiliano